O que é identidade?
Estar em Paraty é perceber que mesmo acreditando ter uma identidade já definida, se percebe em poucas noites que o mundo é muito maior do que se pensa:
- ter a liberdade de poder entrar num bar, apenas por curiosidade e depois de 2 horas criar uma verdadeira amizade com o dono do bar que faz a cachaça que vende (muito boa), um casal morador da cidade com suas duas lindas loiras filhas (ambas com nomes que começam com a letra M, como elas mesmas mencionaram) e um trio europeu (Alfred, Celia e Cyril) super simpáticos;
- conversar com crianças passeando com seu filhote de cachorro;
- conhecer e apreciar o pintor que produz sua tela na rua;
- artesãos que chegam à rodoviária, sem raízes, de pé no chão, que dividem cigarros sem horário ou compromisso;
- ser muito bem recebida pelo senhor Paulo na pousada, chegando sem ao mesmo avisar;
- passeio de escuna com uma tremenda ressaca da noite enigmática anterior, e ainda ganhar o almoço e um banho de boa música além de uma natureza fantástica;
- esbaldar meus olhos com a exposição Mulheres dos Outros, com a beleza incalculável do ser feminino e sob a Lua cheia;
- dançar num compasso quase que perfeito com um novo amigo (desconhecido Jonas) que conheci junto com o casal Maria e Rodrigo, um trio que fez parte de um sonho tão estranho, talvez não eram humanos, mas sim seres de uma outra dimensão que não deixam rastros.
Como então ter apenas uma identidade?
São muitas...